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terça-feira, 14 de abril de 2015

Cifrões

Hoje a Christie's NY promoveu um leilão com mais de 300 joias, incluindo criações da Graff, Bulgari, Cartier, Harry Winston, JAR e Van Cleef & Arpels.
Confiram alguns destaques da venda e os preços ($$$) alcançados:


O anel de platina com diamante rosa (fancy intense, VS2) de 5,29 quilates e ladeado por dois diamantes brancos em corte meia-lua foi arrematado por US$5,7 milhões.



Um fabuloso colar de pérolas naturais (de água salgada) com fecho de diamantes foi vendido por 5 milhões de dólares! 



Um pingente de platina com um diamante em lapidação pera de 25.49 quilates (cor D, VVS1), assinado pela Graff , foi vendido por US$3,413 milhões.



Uma outra peça, bem conhecida dos apreciadores de joias, é o broche de Paul Flato, criado por volta de 1938 para a fashionista e colecionadora de arte Millicent Rogers. A joia é feita com ouro, diamantes, rubis, safiras e esmalte e traz a frase "Verbum Carro". O broche foi vendido por 450 mil dólares.


E este diamante de 80,73 quilates (cor K, VS2), montado em um anel de platina, era o lote mais bem avaliado antes do leilão. Seu preço foi estimado entre 4 e 5 milhões de dólares, mas ao que tudo indica não foi batido o martelo...



domingo, 12 de outubro de 2014

Círio de Nazaré

Realizado em Belém (PA), há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores festas católicas do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros pelas ruas da cidade, em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, padroeira dos paraenses.

Um dos símbolos do Círio é o manto que veste a Imagem de Nossa Senhora, geralmente ornamentado com materiais preciosos. Até 1998, a doação do manto era fruto de promessas feitas à Virgem de Nazaré. Depois disso, estilistas também passaram a confeccionar os mantos (saiba mais aqui).

O manto que veste a Imagem este ano foi criado pela estilista Stela Rocha, de 75 anos. Ele tem o fundo recoberto de pérolas de água doce e em todo o barrado há folhas de acanto e flores-de-lis - ornamentadas por pedras em tons de rosa antigo, âmbar, lilás e azul. O broche que fecha o manto faz uma releitura do Glória*, envolto com suas nuvens e anjos, arrematado por uma pedra amarela (que parece ser um citrino).

foto: basilicadenazare.com.br


Na parte de trás, raios em degradê de azul são contornados por um terço (onde as “Ave-Marias” são representadas por pequenas rosas de madrepérola) formando uma espécie de relicário, que traz ao centro uma coroa com 12 estrelas, em referência ao Apocalipse: “Apareceu em seguida um sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e, na cabeça, uma coroa de doze estrelas” (Ap 12, 1).


foto: ciriodenazare.com.br


No segundo domingo de outubro, a procissão sai da Catedral de Belém e segue até a Basílica Santuário, onde a imagem da Virgem fica exposta durante 15 dias. O percurso é de 3,6 quilômetros.

Além da procissão de domingo, o Círio agrega várias outras manifestações de devoção, como a trasladação, a romaria fluvial e diversas outras peregrinações e romarias que ocorrem na quadra Nazarena.

* Chamada de imagem “autêntica”, a escultura de madeira encontrada pelo caboclo Plácido, em 1700, tem 28 cm de altura e carrega ao colo o Menino Jesus com um globo nas mãos. Aos pés da Virgem, há a cabeça alada de um anjo. Na Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, a imagem autêntica fica em redoma de cristal no altar-mor, o Glória, entre anjos, nuvens e um esplendor de raios. De lá, ela só é retirada uma vez ao ano para a cerimônia que ocorre na véspera do Círio, ou em situações excepcionais. Após a descida do Glória, durante toda a quinzena da Festa, a imagem fica num nicho instalado no presbitério, portanto mais perto dos devotos. Desde que foi encontrada, a imagem autêntica já foi restaurada três vezes. Ela é coberta por um manto canônico, trabalhado com fios e enfeites de ouro. 

A partir de 1969, por motivos de segurança, a imagem autêntica que era levada nas procissões do Círio foi substituída por  uma cópia. É chamada de “imagem peregrina” porque sai em todas as procissões e cerimônias oficiais da festa Nazarena. Durante o ano, ela fica na sacristia da Basílica Santuário. Esta imagem foi encomendada ao escultor italiano Giacomo Mussner, mas não reproduz os mesmos traços da imagem “autêntica”. A imagem peregrina ganhou alguns traços da mulher da Amazônia e o seu menino recebeu características indígenas e caboclas. Em 2002, sofreu o primeiro restauro por meio de uma técnica empregada pelo Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. (veja mais aqui)


O termo “Círio” tem origem na palavra latina “cereus” (de cera), que significa vela grande de cera. Por ser a principal oferta dos fiéis nas procissões em Portugal, com o tempo passou a ser sinônimo da procissão de Nazaré em Belém e de muitas outras no interior do Pará. 

N.R.: Todos anos, os designers do Polo Joalheiro do Pará criam uma coleção de joias temáticas para a ocasião. Veja aqui as peças da coleção 2014 que o Joia br mostrou:  http://bit.ly/1xivv7Y




domingo, 14 de outubro de 2012

Fé e emoção


Hoje acontece a principal procissão do Círio de Nazaré, que deve reunir cerca de 2 milhões de fiéis pelas ruas de Belém. A emoção toma conta não só dos paraenses, que homenageiam sua padroeira, mas também de todos os turistas e devotos que visitam a cidade.
 
Um dos símbolos mais expressivos do Círio é o manto que cobre a imagem de Nossa Senhora durante todas as procissões das festividades. Este ano, o design da veste foi criado pelo estilista Carlos Amilcar, que também o confeccionou. 
 
O ourives e restaurador Luiz Nilo Alves da Silva, a convite do estilista, criou o broche que fecha o manto da imagem peregrina. Católico, o ourives contou que, durante todo o processo de produção, a emoção o envolveu de tal forma, que chegou a chorar várias vezes.



 
O broche foi criado a partir de uma foto que retrata o detalhe de uma escultura em alto relevo, localizada em uma coluna do lado direito da entrada da Basílica de Nazaré. Para reproduzir em forma de joia a imagem selecionada pelo estilista, foram utilizados ouro branco e amarelo 18k, além de madrepérola, granada, diamante e turmalina rosa. A granada forma, ao centro, o Sagrado Coração de Jesus, sendo ladeada por ramos de rosas e de lírios cravejados de diamantes e turmalinas. Rosas e lírios também estão presentes no manto.
 
Todo o processo de produção do broche durou um mês, sendo necessária uma semana só para criar a peça que compõe a parte posterior do manto, a qual reproduz o símbolo mariano.


 
O símbolo (monograma de Maria, com a combinação das letras M e A), segundo ele, foi pesquisado na internet, com alguma adaptação no desenho da parte superior, onde estão dispostas algumas estrelas. A peça é de prata com cristais Swarovski e tem detalhes banhados a ouro amarelo 18 k.


 
Profissional vinculado ao Polo Joalheiro do Pará, Luiz Nilo também esculpiu as peças, técnica até então nunca utilizada por ele. A lapidação foi outra experiência que mexeu com a emoção do ourives, que já tinha se arriscado nesta área, em outras ocasiões. “Se eu fosse entregar para um lapidário, a gema não ficaria do jeito que eu queria, do jeito que eu imaginei”, diz ele, que acabou lapidando a granada localizada no centro do broche. O polimento ficou por conta da lapidária Leila Salame, também ligada ao Polo Joalheiro.
 
Ao final do trabalho, destaca o ourives, outra boa surpresa foi ver o efeito do esplendor de ouro esculpido, com imagens semelhantes a chamas. 







quarta-feira, 4 de abril de 2012

Obra de arte

Ontem, em Nova York, aconteceu o Revlon Concert for the Rainforest, evento que contou com a participação de muita gente famosa, como Meryl Streep, Jennifer Hudson, Bruno Mars, Elton John e Channing Tatum. Mas o que queremos mostrar pra vocês é a joia que Sir Elton, que adora um "bling", usou no show do Carnegie Hall. Ele escolheu o broche Rainha Elizabeth, assinado pelo joalheiro inglês Theo Fennell, de quem a gente é fã.


O broche Rainha Elizabeth é feito em ouro branco 18k, diamantes, safiras,
citrinos, rubi e presa de mamute.

A joia foi confeccionada por sete talentosos artesãos, que se uniram no atelier do joalheiro na Fulham Road, em Londres, para dar forma a uma ideia de Theo: rever o antigo conceito de broche portrait, que mostra cabeça e ombros. "Eu queria utilizar um crânio, mas tinha de ser com uma pessoa que fosse reconhecível, e a rainha me pareceu perfeita para materializar esta ideia", declarou Theo hoje, através das redes sociais.
O broche Rainha Elisabeth faz parte da coleção "Sic Transit Gloria Mundi" (expressão que pode ser traduzida como "glórias terrenas são passageiras"). Pura verdade!

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A coleção "Sic Transit Gloria Mundi" é composta de peças únicas. Veja os outros broches:


- Cleopátra, frente e verso, e a embalagem da joia
- O chefe indígena Touto Sentado e o rei guerreiro Shaka Zulu




terça-feira, 11 de agosto de 2009

Luxo e Titânio

Outro grande joalheiro que criou joias maravilhosas em titânio foi o famoso designer inglês Stephen Webster.

Em um azul profundo - que só se consegue neste metal -Webster mistura safiras azuis, espinélio negro e diamantes para criar peças belíssimas, que lembram as profundezas do fundo do mar.


veja também no portal Joia Br ----> WEBSTER BRILHA EM VEGAS

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Para quem joga sujo...

Continuando a brincadeira da série "joias que dão recados", o pin em forma de latinha de lixo da autora de joias portuguesa, Ana Cardim, é uma graça.

O “Garbage Pin” vem acompanhado de saquinhos de plástico que podem ser tirados e “jogados” fora, como se fosse uma lata de lixo de verdade.
Além de tudo ele também tem o seu lado prático, onde se pode guardar um “troco”, o papelzinho do chiclete, etc... deixando assim as nos ruas mais limpas!